Quinta-feira, Junho 28, 2007

Pega ladrão!!


Até aquele dia eu me orgulhava de saber que ia para o céu. Nunca tinha roubado nada de ninguém, nem mesmo doce de criança indefesa. Por exemplo, um amigo meu vendeu (leia-se obrigou) seu vizinho a comprar um par de patins, o detalhe que o garoto só tinha uma perna. Isto já beira a malvadeza. Eu me orgulho de nunca ter tentado passar a perna em ninguém até mesmo no jogo de bafo rua.
Corrigindo a frase anterior, me orgulhava. Eu roubei sim uma vez. Mas antes que vocês queiram me condenar foi na mais absoluta inocência.
Estava indo para a aula. No terminal eu vejo meu ônibus se aproximando.
- Opa, esse é o meu buzão. Não é gíria não! Buzão é aquele ônibus bi-articulado.Gigantescos que só tem em Curitiba.
Cada vez se aproximando mais. Uma força sobre -humana faz minha cabeça girar para a esquerda onde estavam os telefones públicos, e conseqüentemente poderiam ter cartões telefônicos esquecidos ali, a espera de um dono carinhoso que os levassem para sua casa e os colocassem dentro de uma pasta de colecionador. Sim é isso mesmo eu tinha o hábito chato de colecionar cartões telefônicos, todos os amigos guardavam seus cartões zerados para me presentear. Talvez pelo simples prazer de ver um cara de quase trinta anos sorrindo com cartões zerados nas mãos espalmadas e exclamando:
Caracas! Esse eu não tenho. Putz! Esse aqui é dos raros...
De volta ao terminal. Olho para a pilastra onde estavam fixados dois aparelhos telefônicos um de cada lado, e no aparelho do lado de lá estava um cidadão enrolado no fio do aparelho engatado num papo daqueles de gente apaixonada telefonando. Chego perto do telefone:
Uau! Um cartão! Vamos pra casa belezinha! (Eu chamei o cartão de belezinha. Não confunda!). Apanho o cartão e entro no ônibus que estava fechando suas portas.
Em pé olhando para fora. Não sem antes perceber os olhares de reprovação que eram lançados em minha direção. Pensei:
“Que povo ignorante! Será que nunca viram um all star vermelho?”.
O cidadão que estava enroscado no fio do telefone, conversando... Vira se olha para o telefone e com cara de nervoso:
- Cadê a porra do cartão que estava aqui?
Uma velhinha que observava tudo chama a atenção do homem e fala:
Tá nesse ônibus o vagabundo que roubou seu cartão!
O Cidadão furioso:
Seu safado. Ladrão de cartão...(e outros tantos palavrões que eu não posso falar).
Distraidamente pensava:
Quem poderia ser capaz de fazer isso? Roubar um cartão, aonde esse mundo vai? Comecei a ficar realmente preocupado: Um dia te roubam enquanto você esta telefonando, outro dia o que você poderá esperar?Um seqüestro? A coisa esta cada dia mais violenta!
O ônibus arranca e vou para a minha aula, isso sem contar que fui até o ponto onde eu desceria recebendo olhares de reprovação. Chego ao meu destino, vou telefonar. Quando vou testar o cartão que eu havia achado.
38 unidades. “T- r- i –n- t –a e o - i - t -o?” O meu só tinha quatro! Que estranho?
Neste momento caiu minha ficha ou literalmente o cartão.
Putz! O cartão que eu achei era do cara que estava no telefone público. Ele estava me xingado! E todos aqueles olhares condenatórios até aqui eram exatamente para minha pessoa! Eu sou um ladrão de cartões! O sentimento de culpa começou a pesar na minha cabeça. Não vou mais pro céu.
Vou fazer uma ligação.


*Sampaio

Quarta-feira, Junho 27, 2007

acessos e visitas epiléticas...

Hoje exatamente ao meio dia o Bróg Cuca e Racha fechou em 65mil acessos desde o dia01 de janeiro de 2007, ou seja, sessenta e cinco mil acessos!!! parece pouco né? mas se fosse num hospício 65 mil tendo acessos a coisa ia ser bem diferente rssssss

Terça-feira, Junho 26, 2007

Quilometragem

É comum as pessoas dizerem: “Fulana tá muito rodada”, mas vocês sabem de onde vem o termo, como é feito o cálculo? Os cientistas determinaram que uma trepada dura aproximadamente 7 minutos. O cálculo médio de uma trepada é de 60 penetrações por minuto, o que indica que o ato consiste em 420 penetrações. Supondo que o pênis tem em média 15 centímetros, significa que a mulher recebe em média 6.300 centímetros de chibata, ou seja, 63 metros daquilo... Em cada relação. Geralmente, as mulheres trepam três vezes por semana, e como o ano tem 52 semanas, então são 156 vezes por ano. Isso quer dizer que a mulher recebe 9.828 metros de membro por ano ou o equivalente a 10 quilômetros de pau por ano. A 10 quilômetros por ano uma garota de 25 anos que teve sua vida sexual iniciada em média aos 17 anos já rodou 25 – 17 = 8 x 10 = 80 quilômetros. Portanto, agora podemos apresentar a suposta mulher da seguinte maneira; “Jeremias, essa é a Matilde, ela tem 25 anos, mas ta novinha, só rodou uns 55 quilômetros, está inteira muito bem conservada, é como se fosse ano 73 modelo 75. Sugiro que repasse essas informações a todos os seus amigos. Que certamente não resistirão a argumentação tão singela, caso não tenha alcançado a quilometragem- padrão ou já tenham alcançado a revisão dos primeiros 5 mil quilômetros”.

Segunda-feira, Junho 25, 2007

Pet Chop (trecho de filme)


Depois de alguns anos os dois se encontram casualmente numa loja de animais.
- Oi! Eu conheço você de algum lugar! Você não é a Dora?
Sim sou eu mesma a Dora. Eu quase não te reconheci menino!!
- Menino? É muita bondade sua, na realidade eu sempre fui bem mais velho que você, e agora estou praticamente careca. Você lembra que eu era meio calvo?
- Lembro sim. Você tinha umas entradas bem generosas na frente.
- Depois que eu te conheci eu comecei até a falar que aquilo não eram entradas, e sim que era “uma pista de pouso”. Confesso que eu achava que a minha fala era mais engraçada, mas admito: A sua era muito melhor.
- Isso que você é um artista heim! Aliás, soube que você tem feito muito sucesso.
- É eu vivo disso mesmo, tentando achar graça em tudo e fazendo minhas coisas...
- E você Dora quer dizer que virou artista? Vi seu último livro, achei simplesmente maravilhoso. E aquela sua exposição muito “doida” lá em São Paulo, adorei. O catálogo já era um espetáculo à parte.
- E aí você conseguiu o seu Famoso Ford Hot Rod com labaredas de fogo nas laterais? Não sei se é assim que diz.
- Que engraçado você lembrar que eu gostava de Hot Rod’s! Consegui sim ele é lindo vermelho e tem uma capota branca! Tem até os bancos personalizados, como eu te falava que eu queria. E Você?
- Eu o quê?
- Conseguiu o seu fusquinha de “pestaninhas”? Era vermelho né?
- Sim eu consegui. Mas era uma pena que ele não tinha ar condicionado. E a Vespinha? Que você fez dela?
- Está lá eu prometi um dia te levar passear nela não? - Nossa você tem boa memória mesmo. Eu também me lembro de cada coisa! Meus amigos sempre dizem que eu tenho memória de elefante, talvez seja só brincadeira deles, acho que eles falam da minha pança isso sim.
- Sabe o que eu me lembro Jorge?
- Não do que?
- Lembro da primeira vez que eu te encontrei. Numa livraria lembra?
- Lembro sim. Você me perguntou onde era a sessão de suspense. E eu disse: - Não trabalho aqui.
- Ué, mas você não pode me dizer onde fica a tal sessão? Foi engraçado.
Lembro que você procurava um livro de culinária! E ainda me disse que morava sozinho. E que esses livros eram muito complexos, pois sempre começavam com a frase:
- “Pegue uma panela limpa...” Nunca ri tanto na minha vida.
- Faz muito tempo mesmo.
- Às vezes eu pensava em você Dora.
- Pensava nada. Nunca acreditei nas suas lorotas.
- Sim eu pensava. Lembra quando eu falava que queria ter um filho com você? Até hoje eu não tive esse filho...
- Você não tem filhos?
- Tenho só uma cacatua.
- Cacatua? É uma raça de cachorro?
- Não. É um papagaio topetudo e temperamental. Mas tem personalidade, alías não sei se aves podem ter “personalidade”. Pode?
- Dora porque nós não fomos pra Buenos Aires?
- Eu não lembro ao certo. Mas minha vida comissária de era muito agitada.
- Eu até cheguei a fazer plano...
- Eu também. Eu sonhava eu passear com você pelas ruas de Buenos Aires pisando nas folhas cor de bronze, nas mesmas folhas que o Jorge Luiz Borges um dia escreveu num poema.
- Eu cheguei a gostar de você perdidamente. Como poderia ter sido se tivéssemos continuado?
- Eu também gostei muito de você.
- Você continua muito bonita, ainda tem essa manchinha no seu rosto, lembra que um dia eu disse que você parecia com uma atriz da TV?
- Lembro sim. Mas falar que eu parecia com o Garibaldo da Vila Sésamo não vale!
- Era engraçado. Seus olhos continuam lindos...
- Ah obrigada. Mas estou mais gorda que antes.
- Nossa que engraçado. Depois de tanto tempo...
- Depois de tanto tempo o quê?
- Você comprando um peixe, eu escutei quando você entrou aqui perguntando para a moça da loja se essa raça é frágil, que um dia você matou o peixe da sua namorada sem querer. Coitadinho do meu peixinho Lopez.

Você não mudou nada! Seus olhos continuam os mesmos.
*Sampaio