Quarta-feira, Agosto 22, 2007

Zé Roberto e o Juninho

Zé Roberto nosso protagonista. Era um cara que não pertencia a este mundo, não. Não estou dizendo que ele era um alienígena, ele era uma figura no mínimo diferente. Um gentleman, parecia ter saído de um filme em preto e branco. Um rapaz de fino trato usava polainas, tinha um bigodinho à la Clark Gable beijava na mão das donzelas, era educado e polido ao extremo. Isso mesmo “polido” como ele mesmo se auto intitulava.Andava sempre de terno, chapéu panamá e elegantes óculos de aros dourados (se ele estivesse nos anos 20).
Quando ia jogar futebol era uma coisa fora do comum, ele corria com aquelas pernas brancas e nunca fazia um mísero gol, mas era a sensação em todos os jogos. As moças casadoiras da região o caçavam como se fosse o último dia da temporada de caça a marido.
Uma das coisas que eu sempre invejei nesse tal de Zé Roberto era o trato que ele tinha com as moças, nunca falou uma mínima besteira, um palavrão ou algo que ruborizasse a face de uma dama, mesmo que pra isso fosse preciso arranjar novos nomes para as coisas. Tinha um vocabulário todo próprio pra não cometer deslize com as moças, peido era “vento”, saco era “coisa ou meio” aquilo mais o saco era “Juninho”... E por aí vai, o importante era nunca envergonhar uma dama.
Certo dia numa partida de futebol, preocupado com um fio de cabelo teimoso que insistia em cair em sua testa, levou uma bolada bem no meio, pra ser exato no saco mesmo. Pobre Zé Roberto se contorcia mais que minhoca no asfalto quente. Pediu substituição e foi mais cedo para o chuveiro. Em casa a sua campainha toca. E logo vê sua porta cercada pelas vorazes moças da cidade. Aquelas mesmas em busca de um marido completo.
- Zé Roberto, você se machucou no jogo? Esta melhor? Declama-me uma poesia?
- Ai Zézinho me fala da França? E do Louvre?
- Não posso donzelas preciso ver como está o Juninho.
Elas chiam:
- Ahhh! Você não gosta mais da gente?
- Não é isso não meninas.
- Então o que é pra você não querer nem falar com a gente?
- Não senhoritas não me entendam mal. Eu vou precisar cuidar do Juninho.
(Juninho era como educadamente ele chamava as “coisas”).
- Quem é o Juninho?
- È o Juninho ele se machucou jogando bola.
- Você tem um filho? E não falou nada pra gente?
- Não eu não tenho filho não.
- Então Juninho é o seu sobrinho?
- Errrr, hamm bem na realidade...
- Aiii que amor um titio todo atencioso com o sobrinho!
- Mostra pra gente o Juninho?
- Não posso...
- Ah vai pára de ser assim...
- De verdade meninas ele não é muito bonitinho não.
- Fala pra gente “Zérobertinho” como que é o Juninho?
- Não posso falar.
- Ah! Fala pra mim, eu não sou especial pra você?
- Pra mim também, se a Josete pode ver eu também posso!
- Mas pelo menos deixa a gente ver! Seu ciumento.
- Ai diga como ele é!
- Tá bom ele é careca! Pronto falei.
- Ai se ele for fofinho igual você eu vou dar um monte de beijinhos na carequinha dele.
- Poxa meninas eu sou um ex-seminarista! Não posso...Eu tenho princípios.
As garotas estavam irredutíveis, e Zé Roberto nunca conseguiu dizer não a uma dama.
- Ta vocês venceram! Eu mostro!
Zé Roberto abre o zíper e mostra a “coisa” para as garotas. O espanto é geral! Onde fora parar toda aquela educação britânica do nosso protagonista? Pobre Zé Roberto, hoje ele é tratado como um maníaco sexual disfarçado de moço fino que estudou na Europal. Dizem até que ele tem ossos de virgem no seu criado mudo.
*Sampaio

Terça-feira, Agosto 21, 2007

Toco Crú pegando Fogo!

Estou preparando para essa semana algumas publicações. Então aguardem mais um pouquinho, logo vocês vão ver aqui neste espaço no Blog da Cachorra, meus testículos de sempre e muita imagem!